27/06/2020

CEO da ABSOLAR diz que RS conta com recurso solar 50%, em média, acima de potências solares como Japão, Reino Unido e Alemanha, em webinar do Sindienergia-RS

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Energia Notícias CEO da ABSOLAR diz que RS conta com recurso solar 50%, em média, acima de potências solares como Japão, Reino Unido e Alemanha, em webinar do Sindienergia-RS

Apesar de não fazer parte dos estados de maior potencial de energia solar no país, o RS conta com uma margem de crescimento a desenvolver muito acima de países tradicionais, como Japão, Reino Unido e Alemanha, potências solares que já passaram de 10 GW instalados, na avaliação de Rodrigo Sauaia, CEO da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).

Em webinar com o diretor do Sindienergia-RS, Frederico Boschin, em 25 de junho, Sauaia acrescentou que “o RS conta com recurso solar 50%, em média, acima desses países e tem tudo para melhorar a oportunidade de negócios nessa fonte de energia”.

De acordo com dados da ABSOLAR, o Brasil conta com 3 GW de GD, enquanto o RS é o segundo estado, no segmento, com R$ 1,9 bilhão em investimentos correspondente a 13% dos recursos totais do país aplicados em GD, e uma geração de 12 mil empregos. “São números altamente relevantes para a economia gaúcha e também para o desenvolvimento do estado”, disse Sauaia.

Hoje o país conta com um total de 5,8 GW em operação, na soma de GD com GC, no acumulado desde 2012, mas ainda está muito longe de mercados mais desenvolvidos, prosseguiu o CEO da ABSOLAR.

Ele informou que a entidade estimava para 2020 um investimento de cerca de R$ 20 bilhões no setor correspondentes a um adicional de 4 GW, o que deixaria o Brasil muito próximo de 10 GW. Todavia, devido à pandemia do covid-19, esse acréscimo deverá ficar mesmo para 2021, acrescentou.

Boschin, em aparte, referiu-se ao dinamismo do agronegócio e das cooperativas de crédito existentes no RS, que investem pesado na fonte solar, além dos bancos de fomento, e do progressismo do estado em relação às novas tecnologias, razão pela qual a energia solar fotovoltaica passou a fazer parte da abrangência do Sindienergia-RS.

“Qual é a nossa ideia do momento da energia renovável no Brasil e do novo PLD horário?”, indagou Boschin. “Com a adequação dessas duas fontes graças a um regime de vento privilegiado e uma geração solar complementar, além da participação da fonte hídrica, o RS reduziria a geração fóssil, compondo uma matriz limpa”, destacou.

Ele continuou: “Tenho repetido que a fonte solar é a energia dominante, e é inevitável que nos próximos anos iremos assistir a sua expansão, porque ela é democrática, modular, distribuída, econômica e compatível com a carga, na medida em que se consegue conciliar carga e geração. Com certeza iremos chegar logo, no Brasil, aos 10 GW de potência instalada”.

A referência ao agronegócio permitiu ao CEO da ABSOLAR informar que existe forte expectativa no setor em relação à expansão da fonte solar em meio ao segmento. Contou que a entidade vem mantendo diálogos com outras áreas do governo, além do Ministério de Minas e Energia (MME), como o Ministério da Agricultura, Pecuário e Abastecimento (Mapa), que tornou disponíveis recursos para investimentos em energia solar da linha de financiamento Inovagro, por meio do Plano Safra.

Conforme Sauaia, serão destinados cerca de R$ 2 bilhões para projetos de inovação no meio rural, incluindo a tecnologia fotovoltaica, um aumento de 33,3% em relação ao período anterior. E que podem ser utilizados por pequenos, médios e grandes do setor para solar. “Vamos batalhar a ampliação desses recursos para a próxima safra”, adiantou Sauaia, que também lembrou as linhas de financiamento para energia solar do BNDES (Finame) e do Pronaf.

Ele comentou também que a ABSOLAR conta com duas cooperativas agrícolas filiadas e também cooperativas rurais e que estão organizando modelos cooperados para criar projetos de energia solar. “Hoje, infelizmente, o Brasil ainda depende de energia importada da Argentina e do Uruguai, além de importar do Paraguai uma parte de Itaipu. O fato é que não devemos depender de uma energia que se tem acesso hoje, mas pode deixar de ter no futuro. Por isso, é preciso criar as bases para a produção de energia localmente, como no caso da energia solar”, concluiu.
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